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Um pedido de impeachment contra a vice-governadora Priscila Krause (PSD) foi protocolado, nessa quarta-feira (19), na presidência da Assembleia Legislativa, com a denúncia de improbidade administrativa. O documento é assinado pelos deputados de oposição, Rodrigo Farias (PSB), Romero Albuquerque (PSB) e Sileno Guedes (PSB). Eles acusam Priscila de favorecer a Casa de Saúde e Maternidade Nsª. do Perpétuo Socorro, nas vezes que substituiu a governadora Raquel Lyra (PSD) no cargo.
A unidade hospitalar fica no município de Garanhuns e o principal acionista é Jorge Branco, marido da vice-governadora. De acordo com os deputados, foram repassados recursos do Estado na ordem de R$ 200 milhões, quando Pricila foi governadora interina.
O pedido de impeachment tem como base o resultado da auditoria realizada pelo Ministério da Saúde Casa de Saúde e Maternidade Nsª. do Perpétuo Socorro, apontando prejuízos aos cofres públicos. A auditoria encontrou pagamentos a mais para alguns procedimentos em pacientes.
Na ocasião, a Secretaria Estadual de Saúde informou que recorreria à Justiça para que o conteúdo do relatório fosse revisto. E a diretoria da maternidade afirmou que tomaria as providências legais, afirmando que não houve qualquer irregularidade nos repasses dos recursos. Ressaltou ainda que os pagamentos são feitos pelo Governo Estadual há muito tempo, inclusive pelas gestões do PSB.
Na nota enviada à imprensa, os deputados Rodrigo Farias, Romero Albuquerque e Sileno Guedes colocam que, além dos R$ 200 milhões, a unidade de saúde já recebeu “R$ 75 milhões do Governo de Pernambuco, o que reforça a necessidade da devida investigação”.
“De acordo com informações disponíveis no próprio Diário Oficial, Priscila Krause ainda nomeou os responsáveis das áreas jurídica, de licitação e financeira da Secretaria de Saúde que cuidavam de toda a cadeia de pagamento para o hospital gerido pelo seu marido. Esse conjunto de irregularidades, que fez o Ministério da Saúde exigir que o marido da vice-governadora faça a devolução de recursos para o SUS, nos levaram a exigir que a Assembleia Legislativa se mobilize formalmente para apreciar o caso. O nosso objetivo é que tudo seja devidamente apurado como prevê a lei, diante de indícios evidentes de graves irregularidades. O impeachment é necessário para proteger o dinheiro do SUS, que está sendo desviado para o marido da vice-governadora”, diz a nota assinada pelos parlamentares do PSB.
TRAMITAÇÃO
Caberá ao presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto (MDB) decidir pela admissibilidade do pedido de impeachment. No entanto, o documento que foi protocolado, será analisado pelos órgãos técnicos para checagem dos argumentos apresentados pelos deputados de oposição. Mas ainda não há prazo para chegar às mãos de Álvaro Porto.
Caso seja acatado, é criada uma Comissão Especial e há o direito de defesa. O relatório da comissão será colocado em votação e exige o votos favoráveis de 2/3 dos deputados estaduais. Caso seja aprovado, é criado um Tribunal Especial composto por desembargadores do TJPE e parlamentares.
Quinta-feira, 20 de agosto de 2026
Por Sérgio Ramos/Locutor e Blogueiro
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