A atuação integrada das forças de segurança e de órgãos municipais resultou na prisão em flagrante de um homem suspeito de falsificar água destinada ao consumo humano em Surubim. A operação foi realizada nesta quarta-feira (1º de julho) pela Delegacia de Polícia de Surubim (116ª Circunscrição), em conjunto com o efetivo Tático do 22º Batalhão da Polícia Militar.
A ação também contou com a participação da Vigilância Sanitária da Secretaria Municipal de Saúde e da Secretaria Municipal da Fazenda, reforçando o trabalho conjunto de fiscalização e combate a crimes que colocam em risco a saúde pública.
De acordo com as autoridades, durante a inspeção foi constatado que garrafões eram abastecidos com água proveniente de um poço artesiano e, em seguida, recebiam lacres fiscais falsificados. Os recipientes eram comercializados utilizando, de forma irregular, marcas conhecidas no mercado, induzindo consumidores a acreditarem que estavam adquirindo produtos originais.
As equipes ressaltaram que as marcas utilizadas são legalmente comercializadas e não possuem qualquer relação com a fraude. A irregularidade consistia justamente na reutilização indevida das embalagens e na falsificação dos lacres, fazendo com que o conteúdo não correspondesse ao produto original.
Estabelecimento interditado
Após a constatação das irregularidades, a Vigilância Sanitária interditou o estabelecimento. O responsável pelo local foi preso em flagrante pelo crime previsto no artigo 272 do Código Penal, que trata da falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais, dispositivo também aplicado em casos que envolvem água destinada ao consumo humano.
O suspeito foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.
Orientação à população
As autoridades alertam que a compra de água mineral deve ser feita apenas de fornecedores confiáveis. Entre as recomendações estão desconfiar de preços muito abaixo do praticado no mercado, verificar a procedência da empresa, exigir nota fiscal ou comprovante de compra e observar se os lacres e as embalagens apresentam sinais de violação.
Em caso de suspeita de comercialização irregular, a orientação é comunicar a Vigilância Sanitária, o Procon, o Ministério Público de Pernambuco ou registrar a ocorrência junto à Polícia Civil.
Fonte: Com informações da Delegacia de Surubim
Quinta-feira 2, de Julho de 2026
Por Sérgio Ramos/Locutor e Blogueiro


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