O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) divulgou nota, neste domingo (1), informando que ainda não teve acesso à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e nem foi intimado a prestar esclarecimentos a respeito das investigações do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) sobre denúncias de irregularidades em secretarias da Prefeitura do Recife. De acordo com a nota, o processo que atendeu à solicitação do PSB corre em segredo de Justiça.
“Apesar de ter formalmente solicitado vistas dos autos da Petição nº 15.115-DF/STF desde a manhã da sexta-feira (30/01/2026), até o momento o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) não obteve acesso ao procedimento que tramita no Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria do ministro Gilmar Mendes, tampouco foi intimado ou recebeu cópia de qualquer decisão judicial da Corte Suprema”, diz a nota.
“Ademais, por força de decisão judicial nos autos do processo nº 0048809-13.2025.8.17.2001, que tramita na Vara dos Crimes Contra a Administração Pública da Capital, o Procedimento de Investigação Criminal em referência dirigido pelo MPPE/GAECO e medidas cautelares decorrentes, encontram-se sob segredo de justiça, o que impede o órgão de comentar qualquer decisão mencionada pela imprensa”, acrescenta.
Conforme o texto, “o MPPE aguarda o acesso aos autos processuais para ser cientificado e entender o contexto, fundamentos e disposições da mencionada decisão, sempre pautando sua conduta pela observância da legalidade estrita”
ALVOS
As secretárias Luciana Caroline Albuquerque D’Angelo, da Saúde; Maíra Fischer, de Administração; e Adynara Maria Queiroz Melo Gonçalves, executiva de Articulação e Fortalecimento dos Conselhos da Secretaria de Direitos Humanos e Juventude, afirmam que estão sendo alvos de investigações conduzidas pelo Gaeco. A apuração em relação a Adynara é referente ao período que estava na Secretaria de Qualificação e Empreendedorismo.
Um dos casos envolve a nomeação de um procurador que foi aprovado na 63ª posição no concurso público de 2022 e, no ano passado apresentou diagnóstico de portador de Transtorno do Espectro Autista e foi nomeado como 1º colocado na cota de pessoas com deficiência. Após muita repercussão e decisão do TJPE, o prefeito João Campos desnomeou e nomeou o então aprovado na 1ª posição do PCD.
01/Fevereiro/2026
Por Sérgio Ramos/Locutor e Blogueiro
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