A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), apresentou à Justiça uma interpelação judicial criminal contra o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB). A medida busca fazer com que o socialista esclareça a quem se referiu ao falar sobre a existência de uma suposta “milícia digital” ligada ao Palácio do Campo das Princesas.
A interpelação foi apresentada com fundamento no artigo 144 do Código Penal, instrumento que permite a quem se considera atingido por declarações públicas pedir esclarecimentos sobre o alcance das afirmações. A iniciativa ainda não representa uma queixa-crime nem um pedido de condenação.
O questionamento tem como origem declarações feitas por João Campos em vídeo publicado nas redes sociais na última quarta-feira (26). Na gravação, o candidato utilizou expressões como “milícia digital” e “gabinete do ódio” ao fazer críticas relacionadas ao Governo de Pernambuco.
Segundo a argumentação apresentada pela defesa de Raquel Lyra, as declarações ultrapassaram o campo da crítica política ao associarem a administração estadual à suposta atuação de uma organização clandestina dedicada à prática de atos ilícitos.
A interpelação sustenta ainda que João Campos não teria identificado nominalmente as pessoas às quais se referia nem apresentado, nas declarações questionadas, os fatos que fundamentariam as acusações.
Com a medida judicial, Raquel pede que o candidato do PSB esclareça de maneira precisa quem estaria envolvido na suposta “milícia digital” e quais fatos serviram de base para as declarações.
Na peça, a defesa da governadora afirma que quem faz uma acusação dessa natureza “tem o dever de nominar a pessoa a quem acusa e se responsabilizar pelos seus atos”.
Sexta-feira, 28 de agosto de 2026
Por Sérgio Ramos/Locutor e Blogueiro
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