A defesa de Amisadai Andrade, acusado de integrar suposto "gabinete do ódio", protocolou uma notícia-crime na Polícia Federal para investigar a origem de áudios vazados, alegando que houve manipulação digital ou uso de inteligência artificial.
"A gente precisa entender como foi esses cortes, o que eles receberam, qual é a totalidade dos áudios que existem e por que foram apresentados naquela sequência. Porque os senhores, como bem conhecem, é da área profissional dos senhores, um simples corte descontextualizando uma conversa, por exemplo, dita em brincadeira, pode se transformar em séria e pode se transformar numa acusação", explicou Rocha.
Gabinete do ódio
Ainda na coletiva, Luiz Rocha negou que Amisadai Andrade tenha integrado ou operado qualquer esquema de "gabinete do ódio". Além disso, afirma categoricamente que seu cliente nunca se reuniu com a governadora para planejar ataques, discutir estratégias digitais ou receber orientações.
O advogado salienta que as idas de Amisadai ao Palácio do Campo das Princesas restringiram-se a encontros profissionais institucionais com a Secretaria de Comunicação (SECOM) e questões formais referentes à sua nomeação técnica posterior. "Ele já esteve no Palácio para tratar com a SECOM, já esteve no Palácio para tratar da portaria dele quando ele foi indicado para o cargo de de supervisor de operações, mas para tratar direto com a governadora, de forma alguma".
Luiz Rocha também refutou as acusações sobre o controle de perfis secretos para difamação política, sendo apontado que o portal de notícias em que ele atuava contava, na realidade, com 300 mil seguidores reais, tratando-se de uma métrica comum de audiência de rede social e não de perfis clandestinos.
Para a defesa de Amisadai, essa ação se trata de uma "armação" deliberada na qual materiais antigos foram guardados e represados para serem divulgados estrategicamente no contexto político de 2026.
Terça-feira, 1º de setembro de 2026
Por Sérgio Ramos/Locutor e Blogueiro
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