João finca estaca no Araripe, Raquel amplia base, Túlio exibe vitrine de prefeitos e Marília sofre revés

Fonte: BLOG DO JÚNIOR CAMPOS 
felizsramosdecarvalho@yahoo.com.br-
A política pernambucana produziu uma sequência de movimentos simultâneos que escancara a reorganização das forças para 2026: João Campos fincou estaca no Araripe, Mendonça Filho ampliou pontes avulsas para o Senado, Marília Arraes sofreu um rompimento de peso com Álvaro Porto, e Raquel Lyra desidratou a base adversária com novas filiações de peso.

Entre esses movimentos, chama atenção a estratégia digital de Túlio Gadêlha: uma vitrine coordenada de prefeitos associando explicitamente sua postulação ao Senado à reeleição da governadora.

A operação de capilaridade de Túlio

Nas redes, Túlio passou a exibir manifestações de gestores de diversas regiões, Mata Sul, Agreste, Araripe, Sertão Central e Pajeú. Figuram nomes como Carol Jordão (Ribeirão), Flaucio Araújo (Amaraji), Teto Teixeira (Moreilândia), Calby Carvalho (Belém do São Francisco), Xicão Tavares (Verdejante), Sóstenes Rubano (Camocim de São Félix), Duguinha (São Joaquim do Monte), Clelson Melo (Jucati), Túlio Monteiro (Buíque), Fátima Borba (Cortês), Elizinho (Carnaubeira da Penha), Nêgo do Mercado (Capoeiras), Beto do Sargento (Belém de Maria) e Diógenes Patriota (Tuparetama).

O objetivo é claro: demonstrar capilaridade territorial e associar sua imagem diretamente à máquina de Raquel Lyra, tentando converter a estrutura governista em tração para quem precisa crescer nas pesquisas para a Câmara Alta.

Raquel avança sobre a base adversária e fortalece o PSD

Enquanto Túlio surfa nessa visibilidade, a governadora opera o tabuleiro real atraindo quadros que antes orbitavam o campo de João Campos. Nesta sexta-feira (7), Raquel conduziu uma articulação que resultou na filiação de três importantes lideranças políticas ao PSD, maior legenda do estado: os prefeitos Cloves Ramos (Afrânio) e Otávio Pedrosa (Bodocó), além do ex-prefeito Rafael Cavalcanti (Afrânio).

O movimento consolida a ofensiva do Palácio do Campo das Princesas no Sertão, enfraquecendo a base aliada do PSB e convertendo a força da máquina estadual em apoios diretos para o projeto de reeleição da governadora.

Em contrapartida, Raquel enfrentou ruído na retaguarda: embora conte com a simpatia da cúpula nacional do PSDB via Aécio Neves, a Federação PSDB-Cidadania não formalizou apoio majoritário em Pernambuco, criando um entrave burocrático que favorece a oposição na divisão de tempo de rádio e TV.

João Campos finca presença no Araripe e Mendonça amplia rota independente

No polo oposto, João Campos fez presença física no Sertão do Araripe. Em Araripina, ao lado do grupo político do prefeito Evilásio Mateus, o socialista prometeu a construção do Hospital Geral do Araripe e focou na pauta de infraestrutura e saúde regional.

O movimento consolida um palanque cruzado: Evilásio caminha com João para o Governo, mas mantém apoio declarado a Mendonça Filho para o Senado, mostrando que Mendonça segue pavimentando uma rota independente, descolada de amarras exclusivas de blocos majoritários.

O baque de Marília Arraes

O revés mais agudo coube a Marília Arraes. O presidente da Alepe, Álvaro Porto, e seu filho, Gabriel Porto, romperam publicamente com a pré-candidata ao Senado alegando descumprimento de acordos políticos. Perder a estrutura e a influência política do chefe do Legislativo estadual enfraquece a competitividade de Marília justo quando as composições municipais começam a fechar portas.

Sábado, 8 de agosto de 2026

Por Sérgio Ramos/Locutor e Blogueiro 

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