Conjuntura Política: Surubim perde a guerra das calçadas

CORREIO DO AGRESTE 
felizsramosdecarvalho@yahoo.com.br-
Construção na Rua Antônio Benvindo vizinha ao prédio da Prefeitura avançando pela calçada e com rampa impedindo a passagem de transeuntes. Essa obra só pôde ser construída com a permissão ou completo descaso da municipalidade. (Foto: Fernando Guerra)


Enquanto o mundo se engalfinha em brigas intermináveis que ocupam os noticiários e nos deixam apreensivos, em Surubim uma invasão silenciosa se faz nas barbas dos poderes municipais e vai ocupando os espaços públicos no maior descaramento.

As calçadas de nossa cidade, pode-se afirmar, são uma terra sem lei! O mesmo germe que se encontra na raiz dos conflitos mundiais atua entre os moradores de parte considerável da população surubinense: a ambição, o desrespeito ao coletivo, a ganância pessoal se sobrepondo aos interesses da coletividade.

Lá e cá a história é a mesma! O que muda é a maneira silenciosa, sub-reptícia, uma invasão dissimulada, incruenta, clandestina, que compromete a qualidade de vida dos demais moradores da cidade.

Que cidade queremos para nossos filhos? Para nossa velhice?

Se hoje não temos como andar pelas calçadas pois muitas encontram-se com obstáculos, buracos, ou estão ocupadas com entulhos, construções, apropriações, o que podemos esperar do futuro? Como estarão elas daqui a dez anos por exemplo?

Outra grande novidade foi implantada de uns dias pra cá que joga os transeuntes para o meio da rua. Adotaram um declínio incômodo nas calçadas, que desestabiliza os que delas se utilizam forçando as articulações daqueles que sofrem com artrites, artroses e outras mazelas. Um horror!

Essa inovação junta-se à ideia genial de adotar pedras rachão, dessas de se construir currais, em nossos passeios, para facilitar os que se locomovem pela cidade.

Quem poderia dar um chega pra lá nessas atitudes desrespeitosas, nessas apropriações das calçadas como se fossem seus donos legítimos?  O Ministério Público? O Poder Legislativo? O Poder Executivo?

Todos têm a ver com isso.

A Prefeitura poderia criar a Secretaria da Mobilidade para cuidar de preparar a cidade para acolher sua população, aqueles que precisam de caminhar nas vias reservadas aos pedestres e aos cadeirantes.

Por sua vez o Ministério Público quando a municipalidade foge ao papel de defender os habitantes do município deve intervir.

Por outro lado, a Câmara de Vereadores em vez de estar tão preocupada em nominar as ruas e dar votos de aplausos, deveria criar leis e sobretudo fiscalizar seus cumprimentos para resguardar o bem coletivo.

Com certeza vereadores e prefeito não irão se meter numa encrenca dessas, principalmente em ano eleitoral. E a Promotoria? Uma incógnita.

Esperamos tudo dessas três forças, caso contrário, ficaremos entregues às baratas e a essa sanha de inimigos da civilidade e nos restará, apenas, gritar aos quatro ventos, salve-se quem puder!

Sábado, 7 de Março de 2026
Por Fernando Guerra

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