Em Pernambuco, ele herdou do DEM o projeto de candidatura a governador do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho. Aí está o primeiro gesto de distanciamento: ele não compareceu à filiação de Miguel ao DEM, que se transformou numa verdadeira convenção extemporânea. Preferiu mandar o vice Rueda, que falou em nome do PSL, mas não cravou nada sobre os rumos da nova sigla.
A falta de gestos é contínua. Até o momento, Bivar não fez nenhuma declaração pública em apoio ao grupo de Petrolina. Oportunidades não faltaram, mas ele preferiu gastar suas aspas falando do cenário nacional.
Os pontos mais agravantes são as ausências do dirigente nas sucessivas reuniões marcadas com o próprio Miguel. Na semana passada, o prefeito de Petrolina chegou a dizer que estaria com Bivar, mas o encontro não aconteceu. Ele preferiu mandar interlocutores para cobrarem a fatura.
Por fim, Bivar mira ser vice na chapa de Moro, mas se a ideia não prosperar, ele buscará viabilizar sua reeleição na Câmara Federal. Segundo fonte próxima a Bivar, os Coelhos não fizeram um mínimo gesto no sentindo de viabilizar votos.
SAÍDAS PRA BIVAR – Se conquistar a vice de Moro, é possível que o projeto local se mantenha, pela aliança estadual com o Podemos. Mas se isso não vingar, permanecer na Frente Popular poderá ser um ativo que Bivar considere. Ou buscar uma aliança nacional com o PSDB, que poderá levá-lo para junto de Raquel Lyra e aí sua reeleição estaria mais palpável pela força da chapa.
Postado por Sérgio Ramos/Radialista e Blogueiro- 27/12/2021
0 Comentários