A movimentação nos bastidores da política pernambucana ganhou novos capítulos nessa terça-feira (10) e já começa a redesenhar o tabuleiro eleitoral para 2026. A chamada “dança das cadeiras” nos partidos evidencia que as articulações estão a todo vapor e que os palanques começam a ser desenhados com mais nitidez.
Um dos movimentos mais simbólicos ocorreu no PSDB. O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Álvaro Porto, foi rifado do comando estadual da legenda após uma articulação política liderada pela governadora Raquel Lyra (PSD). A estratégia da governadora teve como objetivo retomar o controle do ninho tucano em Pernambuco, partido pelo qual ela construiu grande parte da sua trajetória política antes de migrar para o PSD.
Com a mudança, quem assume a presidência do PSDB no estado é Rubens Júnior, nome de confiança da governadora e alinhado ao projeto político de Raquel Lyra. A troca de comando reforça o movimento da gestora de reorganizar sua base partidária e ampliar o campo de alianças de olho nas disputas futuras.
Do outro lado desse rearranjo político está o próprio Álvaro Porto. Após perder o comando do PSDB, o presidente da Assembleia já tem destino definido: o MDB. A ida para o partido não é vista apenas como uma mudança de sigla, mas como um gesto político com peso estratégico no cenário estadual.
Nos bastidores, a leitura é de que a movimentação aproxima ainda mais o MDB do palanque que deve ser liderado pelo prefeito do Recife, João Campos (PSB), apontado como provável candidato ao Governo de Pernambuco em 2026. Caso o movimento se consolide, o MDB tende a reforçar o campo político que faz oposição à governadora.
As mudanças, no entanto, estão longe de terminar. Até o dia 4 de abril, prazo final da janela partidária — período em que parlamentares podem trocar de partido sem risco de perder o mandato — novas movimentações são esperadas em Pernambuco.
A expectativa nos bastidores é que prefeitos, deputados e lideranças políticas aproveitem o período para reposicionar seus projetos eleitorais, definindo com mais clareza quais serão os palanques que disputarão o comando do Palácio do Campo das Princesas em 2026.
10, de Março de 2026
Por Sérgio Ramos/Locutor e Blogueiro
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