O vácuo causado pela morte do ex-governador já está
provocando o primeiro sinal de atrito dentro da coligação Unidos pelo Brasil e
demonstra que a ex-senadora Marina Silva terá muito trabalho pela frente; o PSL
ameaça romper a aliança caso não seja procurado e informado das discussões e
decisões tomadas pelo PSB; "Meu contato na coligação era com o Eduardo
Campos. Agora, sem ele, ficamos sem diálogo. Não sabemos o que está acontecendo
e queremos participar", disse o presidente nacional do partido, Luciano
Bivar; sem o PSL, o tempo de Marina no programa eleitoral cai dos atuais 2
minutos e 3 segundos para cerca de 1 minuto e 30 segundos.
Pernambuco 247 - A
morte do ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB) e o consequente
vácuo deixado pela sua ausência já está provocando o primeiro sinal de atrito
dentro da coligação Unidos pelo Brasil e demonstra que a ex-senadora Marina
Silva, vice de campos e que foi alçada à condição de cabeça de chapa com o seu
falecimento, terá muito trabalho pela frente. O PSL ameaça deixar a coligação
caso não seja procurado e informado das decisões tomadas pelo PSB e que afetem
diretamente a coligação. Sem Campos, a legenda queixa-se de ter ficado de fora
do diálogo. Caso cumpra a ameaça, o tempo da aliança no programa eleitoral
gratuito cairá dos atuais 2 minutos e 3 segundos para cerca de 1 minuto e 30
segundos.
"Meu contato na coligação era com o Eduardo
Campos. Agora, sem ele, ficamos sem diálogo. Não sabemos o que está acontecendo
e queremos participar" disse o presidente nacional do PSL, Luciano Bivar,
em entrevista ao jornal Folha de Pernambuco. Segundo ele, caso o partido não
seja contatado ou sem que uma sinalização neste sentido seja feita até esta
quarta-feira (20), a legenda deverá preparar uma petição pedindo o seu
afastamento da coligação nacional. Mesmo que isso venha a acontecer, Bivar diz
que o PSL manterá o apoio em torno da candidatura de Paulo Câmara (PSB) ao
Governo de Pernambuco. "Tínhamos com ele [Eduardo Campos] uma relação
estreita, olho no olho. Queremos voltar ao debate", ressaltou.
"Mesmo com Marina com chances de ganhar a
eleição [a ex-senadora aparece com 21% das intenções de voto nas pesquisas
eleitorais], temos que escolher o melhor para o Brasil. Isso inclui saber se os
compromissos de Eduardo Campos serão mantidos, qual programa prevalecerá.
Estamos à margem", afirmou Bivar. Segundo ele, um dos pontos desta
discussão é um estudo de uma reforma tributária para tentar se chegar a criação
do imposto único, bandeira defendida por Bivar. "Eduardo me disse que
provavelmente isso não seria possível no início, mas [caso eleito] daria um jeito
de se chegar a algo parecido", resumiu.
Fonte: blogsulancanews.com
Postado por Sérgio Ramos/Repórter e Blogueiro – 21/08/2014
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