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O rompimento entre o presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (MDB), e a candidatura de Marília Arraes (PDT) ao Senado ganhou novas proporções neste sábado (8). Cinco prefeitos e lideranças políticas de pelo menos 17 municípios anunciaram a retirada de apoio à pré-candidatura da ex-deputada, em um movimento que representa mais uma perda de sustentação política para o projeto eleitoral de Marília no interior do Estado.
Os prefeitos Josafá Almeida (PRD), de São Caetano; Sandra Paes (Republicanos), de Canhotinho; Erivaldo Chagas (Republicanos), de Lajedo; Duda Lira (PSDB), de Cupira; e César Freitas (PCdoB), de Sanharó, decidiram acompanhar a posição de Álvaro Porto e do candidato a deputado federal Gabriel Porto (PSB). Segundo o grupo, a decisão foi motivada pelos acontecimentos recentes e pelo que classificam como descumprimento de compromissos políticos anteriormente assumidos.
O movimento chama atenção pelo peso regional das lideranças envolvidas. Em Olinda, o presidente da Câmara Municipal, Saulo Holanda (MDB), também aderiu. Em Quipapá, o vice-prefeito João Batista (PSB) e três vereadores retiraram o apoio. Em Catende, o grupo reúne o vice-prefeito Rinaldo Barros (PV) e sete vereadores de diferentes partidos.
Em Caruaru, o grupo liderado pelo ex-deputado e ex-prefeito Tony Gel e por Tonynho também anunciou a saída do projeto de Marília. A lista inclui ainda lideranças de Água Preta, Capoeiras, Palmares, Exu, Lagoa de Itaenga, Sertânia, Lagoa dos Gatos, Paulista e Panelas.
A dimensão territorial da movimentação é um dos principais pontos de atenção para a campanha de Marília. Embora a retirada de apoios políticos não represente, por si só, uma transferência automática de votos, a perda de prefeitos, vereadores, ex-prefeitos e lideranças locais reduz a rede de articulação disponível para uma candidatura majoritária e pode dificultar a construção de palanques municipais.
O movimento também evidencia a mudança na relação entre Porto e Marília. No início do ano, o presidente da Alepe defendia publicamente a presença da ex-deputada na chapa majoritária de João Campos e chegou a afirmar que ela seria um nome capaz de ampliar a capilaridade política do projeto. Em fevereiro, os dois participaram juntos de agendas em Canhotinho ao lado de lideranças que agora aparecem entre os grupos que retiram apoio à candidatura ao Senado.
A ruptura, portanto, ganhou velocidade em poucos meses. O que começou como uma aproximação política transformou-se em um movimento organizado de retirada de apoios, conduzido por uma das principais lideranças do Agreste Meridional e com reflexos em diferentes regiões do Estado.
Em nota, o grupo afirma que a decisão está baseada na necessidade de que as alianças políticas sejam construídas sobre confiança, lealdade, diálogo e cumprimento de compromissos. A manifestação coloca o episódio no campo das relações políticas e das negociações que envolvem a disputa pelo Senado.
Apesar do rompimento com a candidatura de Marília, as lideranças fazem questão de preservar o alinhamento com João Campos (PSB), candidato ao Governo de Pernambuco. Segundo o grupo, prefeitos, Álvaro Porto, Gabriel Porto e demais aliados continuam integrados ao projeto do socialista.
Sábado, 8 de agosto de 2026
Por Sérgio Ramos/Locutor e Blogueiro
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