Raquel Lyra diz à Veja que crescimento nas pesquisas reflete resultados do governo e critica tentativa de “volta ao passado”

Fonte: BLOG DO MÁRIO FLÁVIO 
felizsramosdecarvalho@yahoo.com.br-

A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou que o avanço de seu desempenho nas pesquisas eleitorais é resultado direto das ações implementadas desde o início de sua gestão. Em entrevista concedida às tradicionais Páginas Amarelas da Revista Veja, publicada nesta sexta-feira (12), a chefe do Executivo estadual atribuiu a melhora nos índices de intenção de voto à reorganização das finanças públicas, à retomada de obras paralisadas e ao fortalecimento do ambiente de negócios no Estado.

Primeira mulher a governar Pernambuco, Raquel destacou que recebeu um Estado com dificuldades financeiras e baixa capacidade de investimento. Segundo ela, a atual gestão conseguiu destravar obras que estavam paradas há mais de uma década e criar condições para ampliar investimentos e gerar empregos.

“Pegamos um estado quebrado, sem dinheiro, que investia pouco. Arrumamos a casa. Destravamos obras paralisadas há doze, catorze anos. Começamos a tomar crédito e a garantir a alavancagem de investimentos, melhorar o ambiente de negócios e permitir uma maior geração de emprego e oportunidades”, afirmou.

Ao comentar os números da pesquisa Datafolha divulgada em maio, que apontou vantagem sobre o ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), em um eventual segundo turno, a governadora disse receber os resultados com cautela, mas entende que eles refletem a percepção da população sobre o trabalho desenvolvido pelo governo.

Na entrevista, Raquel também fez críticas à principal liderança da oposição no Estado. Sem citar diretamente realizações da gestão socialista anterior, ela afirmou que João Campos representa uma tentativa de retorno a um modelo de governo que comandou Pernambuco por 16 anos.

“Ele representa uma tentativa de voltar ao passado, quando o PSB governou Pernambuco por dezesseis anos seguidos. Quando cheguei, tinha muita coisa que tinha sido prometida, colocado propaganda na TV, mas o dinheiro não existia”, declarou.

A governadora ainda ressaltou que sua gestão busca priorizar resultados concretos para a população. “É preciso se importar com a população, não como um número de likes, mas com a história dela, em como você pode ajudá-la”, acrescentou.

Questionada sobre a possibilidade de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manter dois palanques em Pernambuco nas eleições de 2026, Raquel adotou um tom conciliador e defendeu a construção de pontes entre diferentes correntes políticas. Segundo ela, o PT tem autonomia para definir seus caminhos eleitorais, enquanto seu governo continuará trabalhando em parceria com a gestão federal.

A governadora afirmou que restabeleceu a relação institucional entre Pernambuco e o governo federal, destacando que o Estado voltou a receber investimentos após anos de dificuldades de diálogo com Brasília.

Sobre a composição de sua base política, que reúne apoios de diferentes espectros ideológicos, do PSOL ao PL, Raquel reforçou que a aliança foi construída em torno de um projeto para Pernambuco e não de disputas partidárias.

“Tenho apoios do PSOL ao PL de pessoas que compreendem que não se trata de partido, mas de um projeto de transformação que está dando certo”, afirmou.

Ao avaliar a gestão do presidente Lula, a governadora fez elogios à relação institucional construída desde o início do mandato. Segundo ela, a abertura do governo federal para dialogar com Pernambuco tem sido fundamental para a execução de projetos e investimentos no Estado.

“O presidente disse que não faltaria a Pernambuco. Ele abriu as portas do governo federal e estamos fazendo um trabalho de qualidade pelo povo porque tenho tido a solidariedade do presidente Lula e de parte do PT”, concluiu.

Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Sérgio Ramos/Locutor e Blogueiro 

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