Pernambucanos, sim; vassalos, nunca!

Da Redação 
felizsramosdecarvalho@yahoo.com.br-
 Imagem criada por IA

O movimento para formalizar as alianças políticas com vistas às candidaturas ao governo do estado, tem se mostrado confuso, escorregadio e, principalmente, o mais venal da história.

É certo (e compreensível) que a classe política precisa analisar as próprias chances de vitória para definir os rumos de cada partido, mas o que se percebe vai além da falta de ética. 

Na prática equivale à depravação da essência humana em particular.  De uma hora para outra, sem explicação convincente, quem almoça com a governadora Raquel Lyra e divulga as juras de fidelidade à aliança feita, poucas horas depois está à mesa com João Campos, para o jantar, onde define o apoio sacramentado para as eleições. Interessante é que esse movimento só vai no sentido de que a governadora precisa ser traída. 

Mulher não tem direito de governar? Seriam sinais de uma espécie de misoginia dissimulada? Vamos aos fatos. Campanhas para desgastar a imagem dela no legislativo e na imprensa foram empreendidas durante mais de três anos (até o momento). Quando na história da política brasileira um governante bem avaliado por cerca de 60% da população sofreu consequentes e duros golpes de traição? Respondo: nunquinhas. Os fatos comprovam que grande parte da classe política de Pernambuco não aceita ter uma mulher no comando.

É fato também que uma leva de traidores oportunistas trabalham para si e nunca para o povo. Por isso corre para onde têm a certeza de encontrar aconchego político para praticar desmandos dentro dos órgãos públicos. 

Daí um dos motivos para odiar a governadora: o fato dela não ter loteado a máquina pública com políticos que se locupletam. E logo ela, uma mulher, conseguir o feito de governar com um quadro majoritariamente técnico do início ao fim, coisa que nenhum homem conseguiu. (Isso significa mais condições de favorecer os pernambucanos, fazer chegar as políticas públicas na vida das pessoas e não dinheiro nos bolsos dos políticos). Merece ser traída? Misoginia.

Muitos dos que se afastaram têm o descaramento de argumentar que ela é autoritária, controladora. Não! O que ela tem é a fibra da mulher guerreira, o pulso de não deixar rolar a bandalheira que boa parte da classe política tanto ama. Mais um feito que muitos homens não conseguiram. É de amargar!

Pois bem. Em outubro essa mulher será julgada e seus algozes misóginos apostam na derrota dela nas urnas. Esquecem que o povo é livre para pensar. Não é o fato de detratar a imagem da governadora, propondo uma substituição midiática no comando do estado, que resolverá a eleição, mas, sim, o julgamento popular. 

A história mostra que a população só derruba um governante quando se sente traída, roubada, sem perspectiva, com fome. E nenhuma dessas coisas acontece em Pernambuco.

Curioso seria entender como a oposição fará o contraponto a um governo que enxerga todos e faz chegar às cidades do interior ações que mudam a vida das pessoas. Será que vão cair no discurso de mostrar as deficiências de Pernambuco? (Óbvio que sempre tem algo a mais para realizar), mas lembre-se que uma família – e não um partido apenas – governou 26 dos últimos 60 anos, 16 dos quais bem recentemente; caso esses governos tivessem sido eficientes para o estado nada mais haveria que ser feito. 

Mas depois dessa pseudo-odisseia político-administrativa o que restou foi a desolação de quem todo dia precisa dos serviços de saúde - por não poder pagar um plano caríssimo - e só encontrar hospitais sucateados, sem equipamentos. De quem precisa trabalhar, mas não tinha creche para deixar o filho (a). De quem perdeu parentes em acidentes devido os inúmeros buracos nos asfaltos de nossas rodovias e a até então insistente falta de manutenção das mesmas, etecetera, etecetera, etecetera.

As campanhas misóginas encampadas no legislativo e na imprensa para tentar destruir a imagem da governadora só contribuirão para fortalece-la ainda mais. Mostram a escancarada falta de caráter de alguns que ao invés de aplaudir um governo que o povo aprova, o que exigiria grandeza e ética, preferem distorcer os fatos. Grandeza? Que grandeza? Ética? Que ética? O nível moral dos detratores da governadora nivela-se da cintura para baixo. Aliás, seria demais exigir que essa gente tivesse a hombridade de reconhecer que o jeito de fazer política em Pernambuco mudou, descentralizou-se, municipalizou-se.

Lembrando que a campanha difamatória foi orquestrada até com pseudojornalistas (desde sempre pelegos da Direita), que querem pousar de simpatizantes da “esquerda” pernambucana com fins de tirar vantagens pessoais. 

Mas onde predomina a raça e a coragem de um povo, não há lugar para covardias.

Pernambuco e os pernambucanos sempre encabeçaram as lutas por justiça e liberdade desde a origem de sua formação como povo. Portanto, temos o espírito de quem não se rende. Sempre insubmissos, refutamos os presunçosos que não foram convidados pelo povo a se perpetuar no poder. 

No passado ou no presente a tônica é a mesma: não convidamos nenhuma oligarquia partidária para servi-la como vassalos. Somos pernambucanos; vassalos, nunca!

22, de março de 2026
Por Sivaldo Venerando 

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