Entre os alvos estão o deputado federal Fernando Coelho Filho (União-PE) e seu pai, o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), que já foi ministro da Integração Nacional no governo Dilma Rousseff (PT) e líder do governo Jair Bolsonaro (PL) no Senado. Já Fernando Filho foi ministro de Minas e Energia no governo Michel Temer (MDB). Também são citados como alvos o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, também filho do ex-senador, e empresários ligados ao grupo político.
O que a PF investiga
Segundo a Polícia Federal, a investigação aponta para a existência de uma organização criminosa formada por agentes públicos e privados, suspeitos de terem atuado no direcionamento de licitações para empresas vinculadas ao grupo. O foco da apuração são recursos oriundos de emendas parlamentares, que, conforme a suspeita, teriam sido desviados por meio da frustração do caráter competitivo das licitações e de fraudes na execução de contratos.
Após o direcionamento dos contratos, os valores desviados seriam utilizados para o pagamento de vantagens indevidas e para a ocultação de patrimônio, configurando também indícios de lavagem de dinheiro.
Entre os crimes investigados estão:
- Frustração do caráter competitivo de licitação
- Fraude em licitação e contrato
- Peculato
- Corrupção
- Lavagem de dinheiro
- Organização criminosa
Empresa sob investigação
Uma das empresas investigadas é a Liga Engenharia, apontada como vinculada a um familiar de Fernando Bezerra Coelho. Segundo as investigações, contratos públicos teriam sido direcionados à empresa como parte do suposto esquema.
A suspeita é que o grupo tenha movimentado bilhões de reais em recursos públicos, embora o valor exato sob investigação não tenha sido detalhado oficialmente até o momento.
Competência do STF
Como a operação envolve um deputado federal no exercício do mandato, o caso tramita no Supremo Tribunal Federal, responsável por autorizar as medidas cautelares.
Até o momento, a defesa dos investigados não se manifestou publicamente sobre as acusações.
A PF agora analisará o material apreendido, que inclui documentos e dispositivos eletrônicos. A depender das provas reunidas, o caso pode resultar em denúncia formal da Procuradoria-Geral da República ao STF. A Operação Vassalos se soma a outras investigações recentes que miram o uso de emendas parlamentares.
25, de fevereiro de 2026
Por Sérgio Ramos/Locutor e Blogueiro
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