quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Ed René repudia apoio de evangélicos a Bolsonaro: “Monstros sociais”

Postado por: Dc Sergio Ramos  
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20:59


Pastor batista chamou de intoleráveis as falas preconceituosas e os discursos de ódio de Bolsonaro.
Pastor Ed René Kivitz. Reprodução do Facebook.

Do Ativismo Protestante.

Em um culto no último domingo (30) na Igreja Batista da Água Branca (Ibab), em São Paulo, o pastor Ed René Kivitz chamou de intoleráveis as falas preconceituosas e os discursos de ódio de Bolsonaro, candidato de extrema-direita à presidência da República pelo PSL. Ed abordou as falas por ocasião das eleições que se aproximam e o envolvimento de várias igrejas e líderes no pleito, inclusive apoiando Bolsonaro.
O pastor lembrou do adúltero do rei Davi com Bate-Seba, mulher de Urias, um dos homens do exército dele. Após engravidá-la, tentar fazer com que que Urias acreditasse que o filho dele mesmo e não conseguir, Davi manda seu súdito fiel ao campo de batalha para ser morto. E assim aconteceu, como está relatado no livro de 2 Samuel, capítulo 11. Após isso, Davi tomou Bate-Seba para si, como esposa.
Repreendido por um profeta, Davi estava tão alienado que não conseguiu reconhecer seus próprios erros. Dessa angústia, nasceu o Salmo 51, uma oração do rei Davi a Deus, pedindo desculpas por seus erros e crimes, até um assassinato, pois suas mãos estavam sujas de sangue.
Ed René lembrou que o Davi era um homem “segundo o coração de Deus”, íntimo de Deus, piedoso, mas mesmo assim foi capaz de cometer tais atrocidades.
“Eu me pergunto por que um homem de Deus, um homem íntimo de Deus, piedoso, faz um mal nessas proporções?”
Segundo ele, a resposta está em forças monstruosas que todos temos dentro de nós:
“A palavra de Deus me informa que existem em nós forças, que nos vêm dos nossos antepassados. Forças atávias, que, se não forem mantidas sobre controle, despertam monstros. E nos levam a fazer coisas que só podem ser explicadas porque fomos arrebatados do nosso juízo, da nossa razoabilidade, do nosso senso.”
Isso explicaria também nosso contexto político atual e a aceitação de discursos extremistas, como os de Bolsonaro:
“Os monstros tomaram conta de nós. É isso que a Bíblia chama de tentação, quando a nossa carne assume o controle. Essas forças e esses monstros estão dentro de nós, mas também estão nas nossas sociedades. E os fenômenos sociais fazem com que esses monstros apareçam. E de repente, uma sociedade se torna monstruosa. Estou com muito medo de que isso esteja acontecendo no nosso país.
Sim, estou me referindo ao nosso processo eleitoral, às nossas eleições de domingo e aos monstros que estão soltos na nossa sociedade.”
Ed diz que essas forças estão dentro das igrejas também:
“A violência, a intolerância, os extremismos, os monstros de todos os lados, que são acordados, eles despertam. E esses monstros tomam conta da sociedade, e inclusive da igreja.
Nos já vimos a igreja, por exemplo, comprometida com a Ku Klux Klan. Diáconos e pastores batistas membros de uma seita racista e do movimento de segregação racial nos Estados Unidos. Nós já vimos o Apartheid na África do Sul, e a igreja estava presente sustentando o regime racista. A igreja protestante na Alemanha sustentou o nazismo.”
Por fim, o pastor aborda as falas de Bolsonaro:
“Eu fico chocado com as expressões do Jair Bolsonaro dizendo que ‘o problema da ditadura é que torturou mas não matou, poderia ter matado mais’, ‘não estupraria você porque não merece’. Eu fico chocado com a brincadeira ‘vamos metralhar os petralhas’, com uma criancinha fazendo sinal de revólver.
Fico chocado quando Jair Bolsonaro, no legítimo exercício da sua cidadania, é esfaqueado em praça pública.
Os monstros estão soltos. E estão soltos também entre nós.
O discurso racista, homofóbico, classista, machista, está presente dentro das nossas comunidades.”
Ed afirma que qualquer homem é capaz de qualquer coisa, assim como Davi foi capaz de assassinar um súdito seu, para ter sua esposa.
“A santidade não é um comportamento, não é prática rotineira de atividade religiosa. A santidade é um tipo de coração, é uma postura diante de Deus, um coração quebrantado, que Deus não despreza. É colocar nossos monstros diante de Deus e pedir misericórdia, que apague nossas transgressões, para que não nos abandone.”
Assista à pregação na íntegra abaixo.
Vídeo – Santidade como quebrantamento



Por Sérgio Ramos/Radialista e Blogueiro – 05/10/2018

Sobre o autor do Blog

Sérgio Ramos é Casado, pai, Radialista e Diácono evangélico, Militante do meio Radiofônico.Iniciou a profissão na Rádio cultura do nordeste S/A Caruaru - PE

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